Triana e o rio
3 h de percurso4 paragensMelhor: Ao entardecer, para ver a Calle Betis com luz douradaAtualizado julho de 2026
Triana é o bairro do outro lado do Guadalquivir, o dos marinheiros, dos oleiros e dos toureiros, que durante séculos teve tanto orgulho próprio que não se considerava parte de Sevilha. Daqui partiram muitos dos que descobriram e colonizaram a América, e aqui continua vivo o flamenco e a cerâmica pintada à mão.

É uma rota curta e de entardecer: atravessa-se a ponte, percorre-se o bairro e volta-se ao rio mesmo quando a luz fica dourada sobre as casas da Calle Betis. O melhor postal de Sevilha vê-se, precisamente, deste lado.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
Puente de Isabel II
A ponte de Triana, de 1852 e de ferro, a mais antiga das que atravessam o Guadalquivir na cidade. Inspirou-se numa ponte parisiense que já não existe, por isso é, curiosamente, o último exemplar do seu tipo no mundo.
Atravessá-la a pé é entrar em Triana com a melhor perspetiva: o bairro em frente, o rio em baixo e a Torre del Oro e a Giralda nas costas.
É o arranque natural da rota.
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Mercado de Triana
O mercado de abastecimento do bairro, logo depois de atravessar a ponte, construído sobre as ruínas do castelo de San Jorge, que foi durante trezentos anos a sede da Inquisição em Sevilha. Os alicerces veem-se de dentro, num pequeno museu por baixo das bancas. Em cima é um mercado vivo, com bancas de peixe e bares de tapas onde os do bairro tomam o pequeno-almoço. Contraste puro: a comprar gambas sobre as masmorras da Inquisição.
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Calle Betis
A rua que corre colada ao rio pelo lado de Triana, com a sua fila de casas coloridas a olhar Sevilha. É onde o bairro sai de tapas e copos à noite, com a Giralda iluminada em frente do outro lado da água.
A foto de postal dessas casas, na verdade, tira-se da outra margem, ao entardecer, quando o sol poente as tinge de dourado.
Atravessa para olhar e volta a Betis para jantar.
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Torre del Oro
A torre albarrã do século XIII, na margem de Sevilha, que fechava o porto: dela saía uma corrente que atravessava o rio até uma torre gémea em Triana para impedir a passagem de barcos inimigos. O seu nome vem do brilho dourado que tinha o revestimento original.
Hoje é um pequeno museu naval e o ponto onde se fecha o círculo da rota, com a melhor vista do rio ao entardecer.
Daqui volta-se a pé ao centro em dez minutos.
Perguntas frequentes
Que bairro é Triana em Sevilha?
Triana é o bairro histórico do outro lado do Guadalquivir, tradicionalmente de marinheiros, oleiros e flamenco, com tanta personalidade que durante séculos se sentiu à parte de Sevilha. Hoje é zona de mercado, cerâmica, tapas e vida noturna junto ao rio.
Onde se vê o melhor pôr do sol em Sevilha?
No rio, entre Triana e o centro: as casas coloridas da Calle Betis tingem-se de dourado ao entardecer, e veem-se melhor da margem de Sevilha, com a Giralda perto. A ponte de Isabel II é um bom miradouro.
Pode subir-se à Torre del Oro?
Sim, alberga um pequeno museu naval e sobe-se ao terraço por uma entrada barata, com vistas para o Guadalquivir. Às segundas costuma ser grátis, mas convém confirmar o horário antes de ir.