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O que ver em Hong Kong

14 h de percurso4 paragensMelhor: De outubro a dezembroAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

O Pico e o porto são o esqueleto de qualquer visita, mas Hong Kong tem duas camadas mais que se perdem se ficarmos no miradouro: a do transporte antigo que continua a funcionar (o funicular, o ferry, os elétricos de 1904) e a do que se inaugurou nos últimos anos, que é muito.

Victoria Harbour with the island’s wall of towers and the peak behind
© Daniel Case · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

E há uma terceira camada, a do que já não está. Convém sabê-lo antes de atravessar a cidade à procura.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Os elétricos «ding ding»

    Os elétricos da ilha de Hong Kong funcionam desde 1904, percorrem a costa norte de leste a oeste e são a única frota de elétricos do mundo composta inteiramente por veículos de dois pisos. Chamam-lhes ding ding pelo som da campainha com que avisam.

    São estreitos, lentos, ruidosos e baratíssimos: tarifa única, paga-se ao sair e entra-se por trás.

    Subir ao piso de cima, à frente de tudo, e atravessar a ilha a olhar pela janela é dos melhores planos da cidade, e custa o que uma garrafa de água.

  2. 02

    M+ e o Museu do Palácio, em West Kowloon

    O distrito cultural de West Kowloon levantou-se sobre terreno ganho ao mar e acrescentou à cidade dois museus grandes em dois anos. O M+, aberto em 2021, é de cultura visual do século XX e XXI (design, arquitetura, imagem em movimento e arte asiática contemporânea) num edifício de Herzog & de Meuron cuja fachada é um ecrã gigante que se vê da outra margem do porto. Ao lado, o Museu do Palácio de Hong Kong abriu em 2022 e expõe peças emprestadas pela Cidade Proibida de Pequim, muitas delas nunca vistas fora dali. Os dois são recentes e por isso faltam em qualquer guia impresso de há uns anos.

  3. 03

    Aberdeen, e o Jumbo que já não está

    O Jumbo Kingdom flutuou desde 1976 no porto de Aberdeen: três pisos de restaurante decorados como um palácio imperial. Saiu em «O Homem da Pistola Dourada» e em «Infernal Affairs», e era uma dessas coisas que aparecem em todas as listas de Hong Kong.

    Fechou em 2020 e, depois de anos sem comprador, rebocaram-no para fora do território em junho de 2022. No dia 19 afundou-se no mar da China Meridional, perto das ilhas Paracel. Não resta nada para visitar, por isso convém não atravessar a cidade à procura.

    Aberdeen continua a merecer o passeio: é o porto onde viviam as comunidades de pescadores em casas flutuantes, e pode dar-se uma volta de sampana.

  4. 04

    Os templos: Man Mo e Wong Tai Sin

    O templo Man Mo, de 1847, mete-se entre os edifícios de Sheung Wan e é dedicado ao deus da literatura e ao da guerra. Lá dentro pendem do teto espirais gigantes de incenso que ardem durante semanas, e o fumo enche tudo: os estudantes iam pedir para passar nos exames imperiais e continuam a ir antes dos de agora. Wong Tai Sin, em Kowloon, é o contrário: enorme, colorido e muito concorrido, taoista com elementos budistas e confucionistas. Aí pratica-se o kau cim, a adivinhação com paus numerados que se agitam num boião até cair um, e há uma galeria inteira de adivinhos que interpretam o número.

Perguntas frequentes

O que é imprescindível ver em Hong Kong?

O Pico Victoria com o funicular, a travessia do porto no Star Ferry, um trajeto nos elétricos de dois pisos e o passeio de Tsim Sha Tsui com o espetáculo de luzes. Se te sobrar tempo, os museus novos de West Kowloon, M+ e o Museu do Palácio, e o Grande Buda de Lantau.

O que são os elétricos ding ding?

Os elétricos de dois pisos da ilha de Hong Kong, em serviço desde 1904 e a única frota do mundo composta inteiramente por veículos de dois pisos. Chamam-se assim pela campainha. Tarifa única muito barata, entra-se por trás e paga-se ao sair.

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