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Os bairros de Casablanca
5 h de percurso4 paragensMelhor: O centro de manhã. A Corniche ao pôr do solAtualizado julho de 2026
Não há aqui um centro histórico protagonista: há camadas sobrepostas de um século de história estranha. A medina velha, anterior aos franceses, o centro art déco que eles ergueram, a medina nova que construíram imitando a velha, e a costa moderna, para onde a cidade vai aos fins de semana.

Nenhum é «o bairro bonito» no sentido habitual, e é isso que o torna interessante: aqui vê-se Marrocos a funcionar, não Marrocos a posar. Este percurso passa pelos quatro.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
A medina velha
A cidade anterior ao protetorado, apertada entre o porto e o centro colonial. Não tem monumentos nem palácios, e comparada com a de Marraquexe ou de Fez é minúscula e modesta. É precisamente por isso que é interessante: ninguém te aborda, ninguém te oferece nada, ninguém faz de guia. É um bairro popular onde a gente vive e faz compras. Meia hora chega para a ver e para perceber a diferença entre uma medina a sério e uma medina de folheto.
- 02
O centro art déco
O coração da Casablanca colonial: Place Mohammed V, Boulevard Mohammed V e as suas ruas, com a maior concentração de art déco de África. Está sujo e meio em ruínas, e completamente habitado. Levanta o olhar por cima dos letreiros do rés do chão: as varandas curvas, as rótulas, os cinemas antigos. Ninguém conserva este museu ao ar livre, e é a melhor razão para passear por esta cidade.
- 03
Habous, a medina nova
Nos anos 30 os franceses ergueram um bairro novo que imitava uma medina tradicional: ruas de arcadas, arcos, praças e oficinas, mas com plantas, largura de rua e esgotos. Um pastiche, no papel.
Na prática resultou e hoje é um bairro vivo e agradável: as melhores livrarias árabes de Marrocos, pastelarias lendárias, artesanato com preços marcados e sem assédio.
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- 04
A Corniche e Aïn Diab
O oeste da cidade, seguindo o Atlântico: praia, clubes com piscina, restaurantes e bares. É onde sai a Casablanca jovem e com dinheiro, e não se parece com nada do resto do país. Ao pôr do sol enche-se de famílias a passear e a mesquita fica recortada ao fundo sobre a água. É o bairro menos «marroquino» da cidade e uma parte igualmente real: Marrocos também é isto.
Perguntas frequentes
Casablanca tem medina?
Sim, duas: a velha, anterior ao protetorado, pequena e sem monumentos mas autêntica e sem turistas, e Habous, a «medina nova» que os franceses construíram nos anos 30 imitando uma tradicional, hoje a melhor zona de compras da cidade.
Onde ficar em Casablanca?
No centro se vens pela arquitetura art déco e queres andar a pé. Na Corniche ou em Aïn Diab se preferes mar, piscina e ambiente de fim de semana. A cidade é grande, por isso a localização importa mais do que em Marraquexe.
Casablanca é como Marraquexe?
Nada: Casablanca é a capital económica, moderna, atlântica e cheia de trânsito, sem medina de postal nem souks turísticos. Marraquexe é a cidade histórica amuralhada. São duas caras muito diferentes do mesmo país e complementam-se.