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Casablanca num dia
7 h de percurso4 paragensMelhor: A mesquita só se visita com visita guiada: vê os horários do diaAtualizado julho de 2026
Casablanca não é uma cidade de postal e convém sabê-lo antes de chegar: é a capital económica de Marrocos, com quatro milhões de pessoas a trabalhar, trânsito e edifícios sujos. O que tem é o que nenhuma outra tem: a mesquita Hassan II, a única do país que os não muçulmanos podem visitar, e um centro art déco que foi o laboratório arquitetónico da França nos anos 20.

Num dia vê-se tudo o que há para ver, e por esta ordem: a mesquita logo de manhã com hora reservada, o centro art déco a pé, o mercado, e o passeio atlântico da Corniche ao pôr do sol. E não, o café do filme não existe: foi rodado por inteiro em Hollywood.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
A mesquita Hassan II
A razão para vir a Casablanca: a maior mesquita de África e a única de Marrocos que os não muçulmanos podem visitar, com visitas guiadas por horas. Foi concluída em 1993 e paga por uma subscrição popular. Cabem 25.000 pessoas lá dentro e 80.000 na esplanada.
Está construída em parte sobre o Atlântico, o rei quis que os fiéis rezassem sobre a água, e tem o minarete mais alto do mundo, 210 metros, com um laser apontado a Meca. Por dentro: chão de vidro sobre o mar, teto retrátil e artesanato de 6.000 mestres marroquinos.
Vê os horários do dia antes de ir.
- 02
O centro art déco
Nos anos 20 e 30, Casablanca foi o laboratório dos arquitetos franceses: aqui construíram o art déco e o modernismo que em Paris não os deixavam, misturando-o com motivos marroquinos. Saiu um estilo próprio, o mauresque, e uma cidade inteira dele.
O passeio vai pela Place Mohammed V, pelo Boulevard Mohammed V e pelas ruas em redor. Está sujo, descascado e meio abandonado, e essa decadência é exatamente o que o torna fascinante.
Procura o edifício da Wilaya, o mercado central e os cinemas antigos.
- 03
O Mercado Central e a medina velha
No Mercado Central, de 1917, a cidade faz compras: peixe do Atlântico, especiarias, azeitonas, e bancas que te cozinham na hora o que acabaste de escolher. É o melhor sítio para comer em Casablanca e não é um sítio turístico.
Ao lado está a medina velha, muito mais pequena do que a de Marraquexe e sem qualquer interesse monumental, mas é precisamente por isso que é autêntica: ninguém te oferece nada, ninguém te aborda, é um bairro.
Meia hora chega e mostra mais de Marrocos do que muitos souks.
- 04
A Corniche e Aïn Diab
A marginal do oeste, com praia, piscinas e uma fila de restaurantes e cafés onde sai a Casablanca jovem.
Ao pôr do sol enche-se de famílias e a silhueta da mesquita fica ao fundo, sobre a água. É o fecho lógico do dia e a cara que ninguém espera da cidade: gente de fato de banho, ondas do Atlântico e ambiente descontraído.
Aqui também há bares com álcool, que em Marrocos não abundam.
Perguntas frequentes
Vale a pena visitar Casablanca?
Um dia sim, sobretudo pela mesquita Hassan II, a única de Marrocos que os não muçulmanos podem visitar, e pelo centro art déco. Não é uma cidade de postal como Marraquexe: é a capital económica, com trânsito e ruído.
Pode-se entrar na mesquita Hassan II?
Sim, e é a única mesquita em atividade de Marrocos que admite não muçulmanos. Visita-se com guia em horas certas, por isso convém ver o horário do dia antes de ir. É a maior mesquita de África.
Existe o café do filme Casablanca?
Não: o filme de 1942 foi rodado por inteiro nos estúdios de Hollywood e nunca pisou Marrocos. Há um estabelecimento que o recria para turistas, mas não tem qualquer relação com o filme.