Jacarta num fim de semana
48 h de percurso3 paragensMelhor: Que te apanhe o domingo: é o melhor dia de Jacarta de longeAtualizado julho de 2026
Praticamente não há turistas nesta megacidade, das poucas do mundo que ficam assim, e isso muda tudo. Quem chega está de passagem para Bali e fica uma noite por obrigação, este é o argumento para ficar duas por decisão.

A fórmula é simples e é o trânsito que a manda: sábado no norte, a fazer o bairro colonial e o porto velho a pé. Domingo no centro, aproveitando a única manhã da semana em que esta cidade se pode percorrer sem carro. Se podes escolher datas, que o fim de semana inclua o domingo. É a diferença entre ver Jacarta e sofrê-la.
O percurso, paragem a paragem
3 PARAGENS- 01
Sexta à noite: o sul
No sul (Kemang, Senopati, Blok M) sai a Jacarta jovem e com dinheiro: bares, bons restaurantes, cafés de especialidade e rooftops. Não se parece nada com a imagem de caos que trazes.
E tem uma coisa que quase nenhuma capital do mundo pode oferecer: não há turistas. Nenhum. Estás numa cidade de dez milhões de pessoas a ser o único estrangeiro do sítio, e a reação das pessoas é curiosidade simpática.
É uma experiência que em Banguecoque ou Singapura já não existe.
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Sábado: o norte a pé
O dia bom e, milagrosamente nesta cidade, um dia a pé. Apanha o comboio suburbano até Kota (o comboio, não um táxi) e uma vez lá, tudo se faz a pé: a praça Fatahillah com a Batávia holandesa, o porto de Sunda Kelapa com as escunas de madeira a vinte minutos, e Glodok, o bairro chinês, para comer.
Começa cedo: ao meio-dia o calor e a humidade são duros, e Sunda Kelapa não tem sombra.
Volta ao centro de comboio outra vez e deixa a Istiqlal e o Monas para domingo, que estão juntos.
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Domingo: a cidade sem carros
Levanta-te às seis e meia, mesmo que doa. Todos os domingos de manhã a cidade fecha ao trânsito a avenida Sudirman-Thamrin, o seu grande eixo de arranha-céus, e dezenas de milhares de pessoas tomam-na: a correr, de bicicleta, a fazer aeróbica em grupo no meio do asfalto, a vender comida.
É a única vez na semana em que Jacarta se pode percorrer a respirar, e é a melhor cara da cidade. Toma o pequeno-almoço numa banca da própria avenida, caminha até ao Monas, que está no fim, e daí à mesquita Istiqlal e à catedral, que se olham nos olhos.
Com isso tens o fim de semana fechado e poupaste o trânsito inteiro.
Perguntas frequentes
Vale a pena ficar um fim de semana em Jacarta?
Sim, sobretudo se incluir um domingo: é quando fecham ao trânsito a avenida Sudirman-Thamrin e a cidade inteira sai à rua. Jacarta é das poucas megacidades do mundo praticamente sem turistas, e isso faz com que a experiência não se pareça com Banguecoque nem Singapura.
Pode-se percorrer Jacarta a pé?
Por partes: a zona norte (Kota Tua, Sunda Kelapa e Glodok) está colada e faz-se a pé num dia, e no domingo de manhã a avenida principal é pedonal. O resto, não: as distâncias e o trânsito obrigam a MRT, comboio suburbano ou ojek.
Há turistas em Jacarta?
Praticamente nenhuns: quase toda a gente passa direto para Bali. É uma megacidade de dez milhões de habitantes onde podes ser o único estrangeiro do sítio, e a reação das pessoas é curiosidade simpática. É o seu melhor argumento.