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Um fim de semana em Lisboa

20 h de percurso4 paragensMelhor: De março a junho e de setembro a outubroAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

O primeiro dia é a cidade do guia de um dia mais Belém à tarde, que é onde está o marítimo: o Mosteiro dos Jerónimos, a torre no rio e os pastéis que só aqui se chamam assim. E a noite, se der jeito, um fado na Alfama.

The two-storey cloister of the Jerónimos monastery, its stone carved throughout
© Jakub Hałun · CC BY 4.0 · Wikimedia Commons

O segundo dia quase se impõe sozinho: Sintra. Está tão perto e é tão diferente (palácios românticos entre nevoeiro, na serra) que deixá-la de fora de um fim de semana em Lisboa custa a justificar.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Sábado de manhã: o centro

    A mesma espinha dorsal: do rio à Praça do Comércio, subir ao Chiado, atravessar para a Alfama e para o castelo. Com dois dias podes fazê-lo sem relógio, parando nos miradouros e num café a mais do que o previsto.

  2. 02

    Sábado à tarde: Belém

    Tram 15 or train from Cais do Sodré, a quarter of an hour

    De Belém zarpavam as naus dos descobrimentos, e é aí que se concentra a Lisboa manuelina: o Mosteiro dos Jerónimos, com o claustro lavrado como se a pedra fosse corda com nós, e o túmulo de Vasco da Gama à entrada da igreja. Em frente, no rio, a Torre de Belém, de 1519, meia fortaleza e meio guarda-joias.

    E pelo meio, a fábrica dos Pastéis de Belém, que faz o mesmo pastel desde 1837 com uma receita que dizem conhecer só um punhado de pessoas. Só a casa daqui lhes pode chamar assim. No resto do país são «pastéis de nata».

    A fila anda depressa e vale a pena comê-los quentes, com canela.

  3. 03

    Sábado à noite: um fado

    O fado canta Lisboa com uma voz, uma guitarra portuguesa de doze cordas e uma viola, e letras de saudade. Nasceu no século XIX na Alfama e na Mouraria, entre marinheiros e tabernas, e é património imaterial da Unesco desde 2011.

    Ouve-se nas casas de fado do bairro, quase sempre a jantar. A regra que não está escrita em nenhum letreiro é que quando alguém canta se cala toda a gente: o fado não é música de fundo.

    Há também fado mais espontâneo, o vadio, em tascas onde canta quem se atreve.

  4. 04

    Domingo: Sintra

    Train from Rossio station, about forty minutes

    Sintra fica numa serra que apanha a humidade do Atlântico, por isso é mais fresca e mais verde do que Lisboa, muitas vezes com nevoeiro quando cá em baixo há sol. Os reis e a aristocracia fizeram lá palácios de recreio, e o resultado é uma paisagem cultural inteira classificada pela Unesco.

    A imagem é o Palácio da Pena, um palácio do romantismo do século XIX pintado de vermelho e amarelo sobre um pico, encomendado pelo rei D. Fernando II sobre as ruínas de um mosteiro. Ao lado, a Quinta da Regaleira esconde um «poço iniciático», uma escada de caracol que desce às entranhas da terra.

    Enche imenso: convém ir cedo e comprar o bilhete da Pena com antecedência.

Perguntas frequentes

Dá tempo para ver Sintra num fim de semana em Lisboa?

Sim, dedicando-lhe um dia inteiro. O comboio sai da estação do Rossio e demora uns quarenta minutos. Com um dia veem-se dois sítios com calma (a Pena e a Regaleira, ou o Castelo dos Mouros) mas não os cinco. Ir cedo é a diferença entre desfrutar e fazer fila.

Onde se ouve fado em Lisboa?

Nas casas de fado da Alfama e da Mouraria, quase sempre a jantar e com reserva. É património da Unesco desde 2011 e a norma é calar quando alguém canta. Há também fado vadio, mais informal, nalgumas tascas onde canta quem quer.

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