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Excursões de um dia a partir de Frankfurt

5 paragensMelhor: De maio a outubro para o Reno, o resto funciona todo o anoAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Nenhuma outra cidade alemã está tão bem posicionada para se sair dela. A estação central tem quase trinta cais e daqui saem ICE para Colónia em uma hora, regionais para Heidelberg em cinquenta minutos e comboios para o Reno em meia. Se vieste por trabalho e te sobra um dia, não há desculpa.

The Rhine hemmed in at the Loreley rock, railway lines hugging both banks
© Felix Koenig ( King ) · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

E há uma jogada que convém conhecer antes de reservar o hotel: o aeroporto tem estação de alta velocidade própria, por isso pode passar-se o dia inteiro fora e voltar diretamente a fazer o check-in sem entrar na cidade. Pouca gente a usa e muda o que se pode meter numa viagem curta.

O percurso, paragem a paragem

5 PARAGENS
  1. 01

    O vale do Reno

    ⏱ 8 hComboio para Rüdesheim ou Bingen, e barco de lá

    O troço entre Bingen e Coblença tem sessenta e cinco quilómetros e uns quarenta castelos, o que dá um a cada quilómetro e meio, e não estão ali por romantismo: cada senhor com um penhasco cobrava portagem aos barcos que passavam por baixo. O Reno era uma autoestrada com cabines, e as cabines eram fortalezas.

    A maneira de o ver é a partir da água: vai-se de comboio a Rüdesheim ou a Bingen, sobe-se a um barco de carreira e desce-se onde apetecer. No meio está a Loreley, o penhasco de cento e trinta metros onde o rio se estreita e se torna perigoso, e daí a lenda da mulher que cantava e afundava barcos.

    A lenda é do século XIX. Os naufrágios eram reais.

  2. 02

    Heidelberg

    ⏱ 7 hCerca de 50 minutos de comboio a partir do Hauptbahnhof

    Heidelberg dá o que as pessoas imaginam quando pensam na Alemanha e quase nunca encontram: um rio, uma colina, um castelo vermelho meio arruinado e uma universidade de 1386, a mais antiga do país. Salvou-se dos bombardeamentos e por isso o centro histórico é autêntico, coisa que neste país é a exceção e não a regra.

    O castelo está em ruínas porque os franceses o fizeram explodir duas vezes no século XVII e porque depois se decidiu não o reconstruir: os românticos do século XIX descobriram que uma ruína emocionava mais do que um palácio inteiro, e a cidade fez-lhes caso. Lá dentro há um tonel de vinho de duzentos e vinte mil litros que se usou três vezes.

    Em cinquenta minutos de comboio, é a excursão mais rentável de Frankfurt.

  3. 03

    Mainz e a imprensa

    ⏱ 5 hMeia hora de S-Bahn ou regional

    A meia hora fica a cidade onde Johannes Gutenberg montou, nos anos quarenta do século XV, a oficina que mudou como tudo funciona: os tipos móveis de metal. O museu que leva o seu nome guarda duas Bíblias de Gutenberg completas das quarenta e nove que restam no mundo, e faz funcionar uma prensa de reprodução várias vezes ao dia.

    A outra coisa que há aqui é uma catedral românica de arenito vermelho de mil anos, e os vitrais da igreja de Santo Estêvão, que os fez Marc Chagall no fim da sua vida: azul inteiro, e aceitou a encomenda sendo judeu numa Alemanha do pós-guerra, o que é metade do sentido de estarem ali.

    Mainz vê-se em meia jornada e combina bem com o Reno, que começa mesmo em frente.

  4. 04

    Colónia

    ⏱ 9 hUma hora de ICE, e o ICE também sai do aeroporto

    Uma hora de ICE põe-te na maior catedral gótica do norte da Europa, que ainda por cima surge logo do cais: a estação está literalmente aos seus pés. Começou-se em 1248 para guardar umas relíquias dos Reis Magos, parou-se em 1560 com a grua posta em cima, e assim esteve trezentos anos, com a grua, até que no século XIX se decidiu acabá-la com as plantas originais. Terminou-se em 1880.

    Sobreviveu à guerra porque era uma referência de navegação para os bombardeiros, enquanto a cidade à volta desaparecia: há fotos da catedral de pé entre escombros que explicam Colónia inteira.

    É a excursão longa desta lista e dá para o dia completo, com a vantagem de que o ICE também para no aeroporto de Frankfurt no regresso.

  5. 05

    Wiesbaden e Darmstadt

    ⏱ 4 h

    Wiesbaden fica a meia hora e oferece o que Frankfurt não tem: uma cidade termal do século XIX que não bombardearam, com casino, teatro e águas termais que já os romanos usavam.

    Vai-se à tarde, passeia-se e volta-se. É a escapada curta e preguiçosa, e funciona bem num domingo.

    Darmstadt é mais estranha e mais interessante: em 1899 o grão-duque convidou um grupo de artistas a montar uma colónia numa colina, a Mathildenhöhe, para fazer arquitetura nova. O que saiu é um dos conjuntos modernistas mais completos da Europa e está classificado como património mundial. Meia hora de comboio, e não a conhece quase ninguém.

Perguntas frequentes

Que excursão de um dia se pode fazer a partir de Frankfurt?

Heidelberg em uns cinquenta minutos de comboio, Mainz em meia hora, o vale do Reno em pouco mais e Colónia em uma hora de ICE. É a cidade alemã mais bem ligada para se sair dela: a estação central tem quase trinta cais.

Como se visita o vale do Reno a partir de Frankfurt?

De comboio até Rüdesheim ou Bingen e de lá em barco de carreira, descendo onde quiseres. O troço entre Bingen e Coblença tem uns quarenta castelos em sessenta e cinco quilómetros: eram cabines de portagem sobre o rio, não capricho romântico.

Pode ir-se a Colónia num dia a partir de Frankfurt?

Sim, é uma hora de ICE e dá para o dia inteiro. Além disso o ICE para na estação de longo curso do aeroporto, por isso se voas à noite podes voltar diretamente a fazer o check-in sem passar pelo centro de Frankfurt.

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