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Excursões a partir de Vancouver

4 paragensMelhor: De junho a setembro para tudo. Whistler, também no invernoAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

A estrada Sea to Sky sobe do nível do mar a mil metros em duas horas, colada a um fiorde, com a água de um lado e paredes de granito do outro. Foi refeita por inteiro para os Jogos de 2010 e hoje aparece nas listas das melhores estradas do mundo feitas por gente que não é daqui. O destino quase não importa: a estrada é a excursão.

People crossing the Capilano suspension bridge above the forest
© Markus Säynevirta · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

E essa é a vantagem de Vancouver: está encaixada entre um oceano, uns fiordes e uma cordilheira, por isso a duas horas em qualquer direcção há algo que na Europa seria um parque nacional inteiro. A única coisa que há a decidir é se sais por terra, para a montanha, ou por mar, para as ilhas.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Whistler e a Sea to Sky

    ⏱ 10 hDuas horas pela auto-estrada 99

    Duas horas pela 99 e estás na estância de esqui maior da América do Norte por superfície esquiável, com duas montanhas unidas por um teleférico que atravessa quatro quilómetros de vale a quatrocentos e trinta e seis metros de altura sobre o solo, e que tem o vão sem apoios mais longo do mundo. Foi sede dos Jogos de 2010.

    No verão é outra coisa e para muita gente é melhor: o mesmo teleférico sobe bicicletas e a montanha transforma-se no maior parque de descida do mundo, com trilhos por onde desce gente de armadura. E há lagos para tomar banho, que a essa altitude estão gelados e ainda assim as pessoas metem-se.

    Mas repetimos o conselho: a estrada é o plano. Pára em Shannon Falls, que é uma cascata de trezentos e trinta e cinco metros à beira da berma, e no miradouro de Howe Sound. Se deres a volta em Squamish, já fizeste a viagem.

  2. 02

    A ponte de Capilano, ou a outra

    ⏱ 4 hMeia hora do centro, no North Shore

    A ponte suspensa de Capilano cobra entrada desde 1889, antes de qualquer outra atracção da Colúmbia Britânica, e são cento e quarenta metros de ponte a setenta metros sobre um desfiladeiro, mais passadiços pelas árvores e uma consola sobre a falésia. Está muito bem montada, é cara e está cheia.

    E a quinze minutos há outra: Lynn Canyon tem uma ponte suspensa de 1912, a cinquenta metros sobre um rio, e é grátis. Vai um terço da gente, a floresta é a mesma, e além disso tem poços onde as pessoas se banham no verão, com a advertência de que a água está gelada e houve acidentes: há placas e há que fazer-lhes caso.

    Não é exactamente o mesmo, Capilano tem mais infra-estrutura, mas é a mesma sensação por zero euros. É o conselho local clássico e por isso o damos.

  3. 03

    Victoria e as ilhas Gulf

    ⏱ 10 h

    Primeiro a confusão que há que resolver: Victoria é a capital da Colúmbia Britânica e fica na ilha de Vancouver, que é uma ilha enorme em frente à costa onde a cidade de Vancouver não está. Dois sítios diferentes com o mesmo apelido e a hora e meia de barco.

    Victoria é deliberadamente britânica: parlamento vitoriano, jardins, chá da tarde num hotel de 1908 e mais de um século a insistir nisso. Está bem e não é o motivo. O motivo é o ferry: hora e meia a atravessar o estreito e a enfiar-se pelo Active Pass, um canal entre ilhas por onde o barco passa a metros dos pinheiros, e onde há focas, águias-de-cabeça-branca e, com sorte, orcas.

    Vai para o convés. E se tiveres mais um dia, fica numa das ilhas Gulf: Salt Spring é uma aldeia de agricultores e artistas a que se chega no mesmo barco.

  4. 04

    O vale do Okanagan

    ⏱ 12 hQuatro horas a leste. É mais do que um dia, na verdade

    Quatro horas a leste, a atravessar a cordilheira, o clima muda por completo: do outro lado das montanhas chove metade e há um vale comprido com lagos, vinhas, pomares e o único deserto do Canadá, com cactos e cascavéis. Estás a quatro horas de uma floresta pluvial temperada.

    É a principal zona vinícola do oeste do país e faz-se vinho de gelo, como no Ontário. E há que ser honesto com a distância: quatro horas por sentido é demasiado para um dia, e oito horas de carro para provar vinho não faz muito sentido. É uma escapadela de dois ou três dias, não uma excursão.

    Pomo-lo porque muita gente pergunta e porque convém saber que existe, não porque o recomendemos como dia solto.

Perguntas frequentes

Vale a pena a ponte de Capilano?

Está bem montada e está cheia e cara. A quinze minutos, Lynn Canyon tem outra ponte suspensa, de 1912, a cinquenta metros sobre um rio, e é grátis, com um terço da gente e a mesma floresta. Não é idêntico, mas é a mesma sensação por zero euros: é o conselho local clássico.

Victoria fica em Vancouver?

Não, e é a confusão clássica: Victoria é a capital da Colúmbia Britânica e fica na ilha de Vancouver, que é uma ilha enorme em frente à costa onde a cidade de Vancouver não está. São dois sítios diferentes, a hora e meia de ferry.

Pode ir-se ao vale do Okanagan no dia?

Não o recomendamos: são quatro horas por sentido, e oito horas de carro para provar vinho não faz sentido. É uma escapadela de dois ou três dias. O que vale a pena saber-se é que existe: do outro lado da cordilheira há um vale com vinhas e o único deserto do Canadá, com cactos.

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