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Um fim de semana em Vancouver

18 h de percurso4 paragensMelhor: Março ou abril se queres as duas coisas no mesmo diaAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Pode esquiar-se de manhã e pisar a praia à tarde, e não é uma frase de folheto: as montanhas do North Shore ficam a meia hora do centro de autocarro urbano, e as praias de English Bay a dez minutos a pé. Em março ou abril, quando lá em cima ainda há neve e cá em baixo já faz sol, faz-se mesmo. Noutros meses não, e convém dizê-lo.

The city seen from the top of Grouse Mountain, forest in the foreground
© Christoph Strässler from Oberdorf BL, Schweiz · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

O resto do fim de semana decide-o a água: daqui saem ferries para Victoria, que é a capital da província e fica noutra ilha, e a estrada Sea to Sky sobe até Whistler, que é das melhores do mundo. Com dois dias, um é de cidade e o outro é sair dela, e a única dúvida é em que direcção.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Sábado: Grouse ou Cypress

    ⏱ 5 hMeia hora do centro de autocarro urbano

    As montanhas que vês do centro não são cenário: Grouse Mountain fica a meia hora em transportes públicos e um teleférico leva-te em dez minutos a mil e duzentos metros. No inverno há pistas de esqui. No resto do ano há trilhos, uma vista da cidade inteira com o oceano por trás, e dois ursos grizzly órfãos num recinto grande que estão ali desde 2001.

    A outra opção é a escadaria de Grouse, o Grouse Grind: dois mil e oitocentos degraus e oitocentos metros de desnível em menos de três quilómetros. Os daqui sobem-na a cronometrar-se e há um ranking público, o tempo médio é de hora e meia larga e o recorde está abaixo da meia hora.

    Sobe-se a pé e desce-se de teleférico, porque descer por ali é proibido. É o género de coisa que só existe numa cidade onde a montanha faz parte do transporte urbano.

  2. 02

    Sábado: a praia, no mesmo dia

    ⏱ 3 h

    Desces da montanha, atravessas a ponte e em quarenta minutos estás na areia. English Bay, Kitsilano e Jericho são praias de cidade a sério, com gente a banhar-se no verão e a jogar voleibol, e com a cordilheira nevada ao fundo, que é uma combinação que desconcerta na fotografia porque parece uma montagem.

    Repara nos troncos enormes deitados na areia, colocados em filas: são a sério e estão ali há décadas. Vêm da indústria madeireira, os troncos transportavam-se a flutuar em jangadas pela costa e os que escapavam acabavam encalhados, e a cidade, em vez de os retirar, arrumou-os e deixou-os como encostos.

    Hoje são a marca de identidade das praias daqui e toda a gente se senta encostada a um. É lixo industrial reconvertido em mobiliário urbano pela via de não fazer nada.

  3. 03

    Domingo: Victoria de ferry

    ⏱ 10 hHora e meia de ferry mais os transferes. É um dia inteiro

    Victoria, capital da Colúmbia Britânica, fica na ilha de Vancouver, que não é onde está Vancouver, coisa que confunde toda a gente. É uma vila grande, muito britânica de propósito, com edifícios coloniais, jardins e uma tradição de chá da tarde que se leva a sério.

    Mas o que vale o dia é o trajecto: o ferry atravessa o estreito da Geórgia e mete-se pelo Active Pass, um canal estreito entre as ilhas Gulf por onde o barco passa a metros da costa, entre pinheiros, casas isoladas e focas. Dura hora e meia e há orcas residentes nestas águas: não estão garantidas e não as vamos prometer, mas acontece.

    Vai para o convés e fica lá. O barco é a excursão e Victoria é a desculpa para o apanhar.

  4. 04

    Domingo: a Sea to Sky

    ⏱ 9 hDuas horas até Whistler, de carro ou autocarro

    A alternativa ao ferry, se preferes montanha: a auto-estrada 99, que vai colada ao fiorde Howe Sound com a água de um lado e paredes de granito do outro, e sobe do nível do mar a mil metros em duas horas. Foi reconstruída por inteiro para os Jogos de 2010 e hoje é das estradas mais espectaculares do mundo, e isso dizem-no listas que não são do Canadá.

    Pelo caminho há duas paragens que valem a pena: Shannon Falls, uma cascata de trezentos e trinta e cinco metros que se vê da berma, e o Sea to Sky Gondola de Squamish, um teleférico que sobe a um miradouro com ponte suspensa.

    No fim está Whistler, que foi sede olímpica e que no verão é bicicleta de montanha e no inverno é a maior estância da América do Norte.

    Mas a estrada é o plano: se ficares a meio e deres a volta, já fizeste a excursão.

Perguntas frequentes

Pode esquiar-se e ir à praia no mesmo dia em Vancouver?

Sim, e não é publicidade: as montanhas do North Shore ficam a meia hora do centro de autocarro urbano e as praias de English Bay a dez minutos a pé. A janela é março e abril, quando lá em cima resta neve e cá em baixo já faz sol. Noutros meses, não.

Vale a pena o ferry para Victoria?

Sim, e sobretudo pelo trajecto: hora e meia a atravessar o estreito da Geórgia e a meter-se pelo Active Pass, um canal estreito entre as ilhas Gulf por onde o barco passa a metros da costa. Há orcas residentes nestas águas, embora não estejam garantidas. O barco é a excursão.

Porque é que há troncos nas praias de Vancouver?

Vêm da indústria madeireira: os troncos transportavam-se a flutuar em jangadas pela costa e os que escapavam acabavam encalhados. Em vez de os retirar, a cidade arrumou-os em filas e deixou-os como encostos. Hoje são a marca de identidade destas praias e toda a gente se senta encostada a um.

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