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Pequim: conselhos práticos

5 paragensAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

O dinheiro praticamente não existe. Não é uma tendência nem um exagero: na China paga-se com o telemóvel, com Alipay ou WeChat Pay, e a banca do passeio tem o seu código QR colado com fita. As duas apps já aceitam cartões estrangeiros, mas a verificação pede passaporte e demora, por isso faz-se no sofá de casa e não na fila do pequeno-almoço.

Alipay and WeChat Pay QR codes at a stall: this is how you pay here, not with cash
© Harald Groven · CC BY-SA 2.0 · Wikimedia Commons

E há uma segunda coisa que há que levar resolvida antes de aterrar: quase tudo o que exige entrada reserva-se com antecedência e em teu nome, com o número de passaporte. A Cidade Proibida esgota com dias. Tiananmen pede reserva e controlo. Esta é uma cidade em que improvisar não funciona, e aceitá-lo é metade de tê-lo fácil.

O percurso, paragem a paragem

5 PARAGENS
  1. 01

    Alipay e WeChat Pay

    A China saltou o cartão de crédito e passou do dinheiro diretamente ao telemóvel, e hoje Alipay e WeChat Pay são a infraestrutura de pagamento do país inteiro: o táxi, o metro, o restaurante, a banca de fruta, o templo. Tudo tem o seu QR. Um estrangeiro que chega sem nenhuma das duas está fora do sistema no sentido literal.

    As duas permitem desde há um tempo vincular cartões estrangeiros e funciona bem, mas há que fazê-lo antes da viagem: pedem para carregar o passaporte, verificar a identidade e esperar. Fá-lo em casa com tempo. Por lei têm sempre de te aceitar dinheiro e num hotel grande não haverá problema, mas na rua o problema não é que não o queiram, é que não têm troco de uma nota grande.

    Com as apps, Pequim é fácil. Sem elas, é uma viagem distinta e pior.

  2. 02

    Tudo se reserva, e com passaporte

    Na China o bilhete para os sítios grandes é nominativo: compra-se com o número de passaporte, não se pode revender e há que levar o mesmo passaporte para entrar. A Cidade Proibida esgota com dias de antecedência e fecha às segundas. Tiananmen exige reserva e controlo de segurança. Muitos museus, também.

    Isto tem uma consequência prática que desnorteia quem viaja a seu bel-prazer: aqui não funciona levantar-se e decidir o que fazer. Há que deixar reservado o importante antes de sair de casa, com as datas fechadas. É incómodo e é assim.

    A outra face: como tudo vai com quota, dentro nunca há a massa que esperas, e os sítios desfrutam-se muito melhor do que em Roma ou em Paris.

  3. 03

    O clima, e por que o outono

    Pequim partilha a latitude de Madrid mas tem um clima continental extremo: no inverno baixa dos dez abaixo de zero com vento seco da Sibéria, e no verão passa dos trinta e cinco com humidade. Não há meio-termo, e na muralha ou na Cidade Proibida, que são pedra sem sombra, isso multiplica-se.

    O outono, setembro e outubro, é a época boa e não é uma opinião: é quando o céu está limpo, a temperatura é agradável e as árvores dos parques mudam de cor. A primavera tem um fenómeno que quase ninguém te conta: as tempestades de pó que chegam do deserto de Gobi e deixam a cidade amarela durante dias.

    Se podes escolher, outono. E evita as semanas de feriado nacional, quando se move o país inteiro.

  4. 04

    O metro, e o scanner

    O metro de Pequim compete com os maiores do mundo, custa umas moedas, está sinalizado em inglês e chega a tudo o que vais querer ver. É, de longe, a melhor maneira de andar: o trânsito à superfície desta cidade é célebre, e um táxi na hora de ponta pode demorar o triplo do metro.

    A particularidade que há que assumir: em cada estação, sem exceção, a mala passa por um scanner de raios X e às vezes passam-te um detetor por cima.

    Não é um controlo ocasional, é em todas e cada uma das entradas, todos os dias. Acrescenta um par de minutos por trajeto e planeia com isso. Paga-se com o telemóvel, como tudo, por isso as apps outra vez.

  5. 05

    Dados no telemóvel

    Em Pequim o telemóvel não funciona como comodidade mas como infraestrutura: é como pagas, como mostras a morada em caracteres chineses, como traduzes uma carta e como pedes um carro. Ficar sem dados aqui não é um incómodo, é ficar sem poder comprar uma garrafinha de água. É a cidade desta lista onde mais importa chegar com a ligação resolvida.

    E há uma particularidade da China que convém entender antes de viajar: muitos serviços e aplicações que usas diariamente não estão acessíveis a partir de uma ligação local. Um eSIM de roaming encaminha o teu tráfego através da rede do seu operador de origem, fora do país, e por isso costuma comportar-se como se estivesses em casa.

    Não prometemos nada de ninguém: informa-te do caso concreto antes de sair, e leva descarregado o mapa da cidade e a morada do hotel por precaução.

Perguntas frequentes

Como se paga em Pequim?

Com o telemóvel: Alipay ou WeChat Pay, até no carrinho do pequeno-almoço. O dinheiro quase não se usa e o problema não é que o recusem, é que não têm troco. As duas apps aceitam cartões estrangeiros, mas configura-as antes de sair de casa: a verificação pede passaporte e demora.

Qual é a melhor época para ir a Pequim?

Setembro e outubro: céu limpo, temperatura agradável e os parques a mudar de cor. O inverno baixa dos dez abaixo de zero com vento seco, o verão passa dos trinta e cinco com humidade e a primavera traz tempestades de pó do Gobi. Evita também as semanas de feriado nacional.

É preciso reservar os bilhetes em Pequim com antecedência?

Sim, e são nominativos: compram-se com o número de passaporte e há que levar o mesmo passaporte para entrar. A Cidade Proibida esgota com dias e fecha às segundas. Tiananmen exige reserva e controlo. O lado bom é que, graças à quota, dentro nunca há a massa que esperas.

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