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Jardins e palácios: a outra Marraquexe

6 h de percurso4 paragensMelhor: Logo de manhã: Majorelle enche e a fila não tem sombraAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Marraquexe tem fama de caos, mas foi construída sobre o contrário: os almóadas trouxeram a água do Atlas por canais subterrâneos há mil anos, e daí saíram os jardins e os tanques que tornam habitável uma cidade à beira do deserto.

The whitewashed arcaded courtyard of the Bahia Palace
© Lionel Leo · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Este percurso é o contrapeso do souk: quatro sítios com sombra, água e silêncio, repartidos entre a medina e a cidade nova. Fazem-se num dia tranquilo, ou repartem-se como respiro entre jornadas de medina.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Jardim Majorelle e museu YSL

    ⏱ 2 hEm Guéliz, a cidade nova. Táxi ou 20 min a pé

    O pintor francês Jacques Majorelle plantou este jardim nos anos 20 e pintou-o de um ultramarino tão pessoal que leva o seu nome: o bleu Majorelle. Bambu, cato, nenúfares e vasos amarelos contra esse azul.

    Yves Saint Laurent e Pierre Bergé compraram-no em 1980 para o salvar de um promotor, e as cinzas de YSL estão no roseiral. Ao lado fica o seu museu, com os vestidos, que vale o bilhete à parte se te interessa a moda.

    Reserva online: a fila é ao sol.

  2. 02

    Madraça Ben Youssef

    ⏱ 1 hNo coração da medina, a norte do souk

    A maior escola corânica do Norte de África, do século XIV e ampliada no XVI: um pátio de mármore com um tanque, rodeado de zellige (mosaico), estuque talhado e cedro.

    É a obra-prima do artesanato marroquino e esteve em uso até 1960.

    Em cima estão as 130 celas onde dormiam os estudantes, minúsculas e com janelinhas para o pátio. Reabriu há pouco após anos de restauro e continua a ser o interior mais impressionante da cidade.

  3. 03

    Jardins da Menara

    ⏱ 1 hA oeste, a caminho do aeroporto

    Um enorme olival com um tanque do século XII no meio e um pavilhão saadiano à beira: a imagem clássica é o pavilhão refletido com os cumes nevados do Atlas por trás, mesmo brancos no inverno e na primavera.

    O tanque faz parte do sistema hidráulico almóada que traz a água do Atlas por canais subterrâneos, e ainda rega o olival mil anos depois.

    Entrar no parque é gratuito e é onde a gente de Marraquexe vai passear ao pôr do sol.

  4. 04

    Palácio El Badi

    ⏱ 1 hJunto ao palácio da Bahia, no sul da medina

    «O Incomparável»: o sultão saadiano Ahmed al-Mansour ergueu-o no século XVI com ouro do Sudão, mármore de Itália e ónix, e foi o palácio mais luxuoso do seu tempo. Durou um século: Moulay Ismail desmantelou-o para levar os materiais para Meknes.

    O que resta são muralhas de terra vermelha, pátios afundados e laranjeiras, com cegonhas a nidificar no alto.

    Sobe aos terraços: vê-se o Atlas e a medina inteira, e é a melhor lição de que aqui o poder também se apagava de propósito.

Perguntas frequentes

Vale a pena o Jardim Majorelle?

Sim, embora seja pequeno, caro e cheio: o azul cobalto e a vegetação são únicos, e é o contraponto perfeito à intensidade do souk. Reserva online, porque a fila não tem sombra.

O que é a madraça Ben Youssef?

A maior escola corânica do Norte de África, do século XIV, com um pátio de mármore rodeado de mosaico zellige, estuque talhado e cedro, e 130 celas de estudantes em cima. É o interior mais impressionante de Marraquexe.

Vê-se o Atlas nevado a partir de Marraquexe?

Sim, no inverno e na primavera os cumes aparecem brancos a partir da cidade, e a vista clássica é dos Jardins da Menara, com o pavilhão e o tanque à frente. No verão a bruma de calor costuma tapá-los.

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