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Marraquexe num fim de semana
48 h de percurso4 paragensMelhor: Março-maio e outubro-novembro. Em julho passa dos 45°Atualizado julho de 2026
Os dois dias repartem-se sozinhos: o sábado a medina, intensa e esgotante, e o domingo os jardins e a cidade nova, o antídoto. Meter as duas coisas no mesmo dia é acabar a odiar o souk.

A cidade é um ataque aos cinco sentidos e isso é ótimo durante oito horas. À nona agradece-se um pátio com sombra. Por isso o segundo dia é de Majorelle, hammam e esplanada. Se te sobra tempo, o Atlas está a uma hora e meia.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
Sexta: chegada e esplanada
Dorme num riad dentro da medina: são casas tradicionais com pátio interior, e a diferença para um hotel da cidade nova é a viagem toda. Atenção: o táxi não chega à porta, os carros não entram na medina, por isso os últimos metros fazem-se a pé com a mala. Na primeira noite não planeies: sobe à esplanada de um café do lado oeste de Jemaa el-Fna e vê a praça a montar-se. Janta em baixo, no fumo das bancas.
- 02
Sábado: a medina inteira
O dia grande, tudo dentro das muralhas e a pé: a Koutoubia como bússola, o palácio da Bahia, os túmulos saadianos e depois o souk até te cansares ou te perderes, o que vier primeiro. Almoça ao meio-dia numa esplanada do souk, quando o calor aperta, e não tentes ser eficiente: aqui a eficiência não existe. Acaba outra vez em Jemaa el-Fna ao pôr do sol, que nunca é igual dois dias seguidos.
- 03
Domingo: Majorelle e os jardins
O Jardim Majorelle, na cidade nova, foi pintado desse azul cobalto pelo pintor Jacques Majorelle nos anos 20 e salvo da demolição por Yves Saint Laurent nos anos 80, que vivia ao lado e tem aqui o seu memorial.
É pequeno, caro e cheio, mas o contraste com a medina é exatamente o que precisas no segundo dia: bambu, cato, água e silêncio.
Reserva online para não fazer fila ao sol.
- 04
Domingo à tarde: hammam e telhado
O hammam, banho de vapor público, funciona como instituição social: esfregam-te com sabão preto e uma luva de crina até te deixarem novo. Há-os de bairro, baratíssimos e sem concessões, e turísticos com massagem e chá. Ambos valem, escolhe conforme a coragem. Depois, telhado. Marraquexe vive-se para cima: quase cada riad e cada café tem esplanada, e ao fim do dia, com a chamada à oração a soar por toda a medina, é o melhor fecho possível do fim de semana.
Perguntas frequentes
Quantos dias são precisos para ver Marraquexe?
Dois dias completos: um para a medina (Koutoubia, palácios, souks e Jemaa el-Fna) e outro para os jardins, o hammam e a cidade nova. Com três, cabe uma excursão ao Atlas ou a Essaouira.
Vale a pena dormir num riad?
Muito: são casas tradicionais com pátio interior no coração da medina, e mudam a viagem face a um hotel da cidade nova. O único inconveniente é que os carros não entram na medina, por isso os últimos metros fazem-se a pé com a mala.
O que é um hammam e é preciso ir?
É um banho de vapor público, uma instituição social marroquina onde te esfregam com sabão preto e luva de crina. Há-os de bairro, muito baratos e sem concessões, e turísticos com massagem. É das experiências mais autênticas da viagem.