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Excursões desde Punta Cana

5 paragensMelhor: De dezembro a abril. No verão, furacões e ondulaçãoAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Num sítio onde o hotel é o destino, a excursão não é um complemento: é a única maneira de esta viagem ter algo para contar ao voltar. E há mais do que parece, com uma condição geográfica: tudo está longe, porque Punta Cana está na esquina da ilha e todo o resto fica para oeste.

The limestone mogotes of Los Haitises rising out of San Lorenzo bay
© Anton Bielousov · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons

Conta sempre com a estrada. As distâncias daqui medem-se mal no mapa: até Bayahibe, de onde saem os barcos para Saona, há uma hora larga, até Los Haitises, duas, até Santo Domingo, três longas. Como não há transporte público, tudo se faz com excursão organizada ou com táxi reservado, e esse é o custo real que há que somar a cada plano.

O percurso, paragem a paragem

5 PARAGENS
  1. 01

    A Ilha Saona

    ⏱ 9 h

    Vinte e cinco quilómetros de ilha sem estradas dentro do parque nacional Cotubanamá, com duas aldeias de pescadores e uma praia das que justificam as Caraíbas. Por estar protegida não se pode construir, por isso o que vês é o que havia, e nesta costa isso é uma raridade.

    As contas honestas: uma hora larga de carrinha até Bayahibe, catamarã à ida com rum e música, umas três horas na ilha, lancha rápida à volta e outra hora larga de estrada. É um dia inteiro para três horas de praia.

    Ainda assim é a excursão que mais gente recorda, e a piscina natural do caminho, um banco de areia no meio do mar, é real. Com as estrelas-do-mar, olha sem tocar.

  2. 02

    Los Haitises

    ⏱ 10 hCerca de duas horas até Sabana de la Mar, e daí de barco

    O parque nacional de Los Haitises desmente tudo o que viste em Punta Cana: uma baía cheia de mogotes de calcário cobertos de vegetação que saem da água, quilómetros de mangal e colónias de pelicanos e fragatas. Percorre-se de lancha metendo-se entre as raízes. O que torna o sítio único está dentro das grutas: há pictografias taínas feitas com carvão e óxido antes de 1492, da gente que vivia nesta ilha quando chegaram as caravelas. Não estão atrás de um vidro nem num museu: estão na parede da gruta em que acabaste de entrar de barco. São duas horas de estrada desde Bávaro e é a excursão que menos gente faz e mais se recorda.

  3. 03

    Altos de Chavón e La Romana

    ⏱ 6 h

    Uma aldeia mediterrânica de pedra debruçada sobre o canhão do rio Chavón, com igreja, ruelas e anfiteatro. E é dos anos setenta: desenhou-a um cenógrafo da Paramount e levantaram-na à mão artesãos dominicanos, pedra a pedra, sem maquinaria pesada.

    O interessante é que o cenário se levou a sério: dentro há uma escola de design associada à Parsons de Nova Iorque, com alunos a sério, e um anfiteatro de cinco mil lugares que Frank Sinatra abriu em 1982. Combina bem com Saona porque está a caminho.

    Vai sabendo que é de 1976, porque o sítio não o esconde mas também não o grita.

  4. 04

    Santo Domingo

    ⏱ 12 hTrês horas largas por autoestrada. É um dia inteiro

    A capital fica a três horas largas por autoestrada e leva um dia completo dos duros, mas é a única maneira de ver que este país tem quinhentos anos de história e não cinquenta. Na Zona Colonial estão a primeira catedral da América, a primeira universidade e a primeira rua empedrada do continente, tudo em dez quarteirões. Se fazes isto, fá-lo bem: sai às seis da manhã, aluga um carro para o dia inteiro e não tentes meter mais nada. É Património da Humanidade e percorre-se numa manhã longa. A alternativa sensata, se te interessa a sério, é dormir uma noite lá no início ou no fim da viagem em vez de fazer seis horas de estrada num dia.

  5. 05

    Montaña Redonda

    ⏱ 5 hHora e meia a noroeste, perto de Miches

    Um monte de uns trezentos metros no meio de uma planície, perto de Miches, do qual se veem a lagoa Redonda, a lagoa Limón e o mar ao mesmo tempo. A subida faz-se de carrinha por uma pista de terra e em cima corre o vento, que depois da costa se agradece.

    E em cima há baloiços, redes e uma vassoura de bruxa para as fotos, montados pelos habitantes da aldeia quando descobriram que a gente subia. É kitsch e é honesto: ninguém disfarça que está ali para a foto, e o dinheiro fica na aldeia.

    A vista, por outro lado, é a sério, e é a única coisa parecida com uma montanha que vais ver desde Punta Cana.

Perguntas frequentes

Qual é a melhor excursão desde Punta Cana?

Saona é a clássica e a mais vendida. Los Haitises é a que menos gente faz e mais se recorda, com mangais e grutas com pinturas taínas anteriores a 1492. Altos de Chavón combina bem com Saona. Tudo está longe: conta sempre com duas a quatro horas de estrada.

Pode ir-se a Santo Domingo desde Punta Cana num dia?

Sim, são umas três horas largas por autoestrada em cada sentido, mas é um dia duro. Se te interessa a Zona Colonial a sério (a primeira catedral, a primeira universidade e a primeira rua empedrada da América), sai melhor dormir lá uma noite no início ou no fim da viagem.

O que são as grutas de Los Haitises?

Grutas de calcário dentro de um parque nacional em que se entra de lancha entre mangais, e que conservam pictografias taínas feitas com carvão e óxido antes de 1492. Não estão num museu: estão na parede. São cerca de duas horas de estrada desde Bávaro mais o barco.

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