Um fim de semana em Budapeste
20 h de percurso4 paragensMelhor: De abril a junho e de setembro a outubroAtualizado julho de 2026
Buda e Peste repartem o fim de semana quase sem discussão: um dia para a colina, o castelo e o rio, e outro para o que faz de Budapeste uma cidade com fama de divertida, que está tudo em Peste, o bairro judaico, o mercado, o parque da cidade e os balneários.

Com dois dias entra também o que com um cai: a praça dos Heróis, o parque com o castelo de mentira, e uma noite longa nos bares de ruínas do distrito VII.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
Sábado: Buda, o rio e o parlamento
A colina do castelo de manhã, a Ponte das Correntes ao meio-dia e a margem de Peste com o parlamento e os sapatos de ferro à tarde. Com dois dias dá para entrar no parlamento com visita guiada, que é preciso reservar, e subir à cúpula da basílica de Santo Estêvão.
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Sábado à noite: os bares de ruínas
No distrito VII, o antigo bairro judaico, ficaram depois da guerra e depois do comunismo quarteirões inteiros de edifícios vazios e em ruínas que ninguém recuperava porque a propriedade era uma confusão. No início dos anos dois mil alguém começou a abrir bares lá dentro sem arranjar quase nada: móveis desirmanados em segunda mão, pátios cheios de tralha, arte pelas paredes. O primeiro, o Szimpla Kert, abriu em 2002 e continua a ser o mais conhecido.
Daquilo saiu uma etiqueta (romkocsma, «bar de ruínas») e uma indústria: hoje há dezenas, alguns já muito turísticos.
A zona é também onde está a Grande Sinagoga, a maior da Europa, por isso convém ter presente que bairro se está a pisar quando se sai a copos.
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Domingo: a praça dos Heróis e o parque
A linha M1, a amarela, foi inaugurada em 1896 e é o primeiro metro elétrico do continente europeu: só o de Londres é anterior, e aquele era a vapor. É património da Unesco, vai pouco abaixo da rua, tem estações de madeira e azulejo e carruagens pequenas: parece um brinquedo e funciona como transporte normal.
Leva até à praça dos Heróis, com a coluna do milénio e as estátuas dos chefes magiares, e ao parque da cidade, onde estão o balneário Széchenyi e o castelo de Vajdahunyad, um edifício de 1896 que copia de propósito pedaços de vinte e um edifícios históricos húngaros diferentes. Começou por ser de cartão e madeira para uma exposição. Agradou tanto que o refizeram em pedra.
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Domingo: o Grande Mercado
O Nagyvásárcsarnok ergue ferro e tijolo desde 1897 no fim da rua Váci, com o telhado de telhas Zsolnay de cores. Em baixo vende-se comida a sério (colorau em réstia, enchidos, conservas, queijos) e em cima há bancas de recordações e balcões onde se comem lángos. Um aviso de calendário: o mercado não abre aos domingos, por isso se o teu domingo é o dia livre, isto é plano de sábado. Esse pormenor baralha muita gente que o deixa para o fim.
Perguntas frequentes
O que são os bares de ruínas de Budapeste?
Bares abertos dentro de edifícios abandonados do distrito VII, o antigo bairro judaico, com móveis em segunda mão e pátios cheios de tralha. O primeiro, o Szimpla Kert, abriu em 2002. Hoje há dezenas e alguns muito turísticos. O nome húngaro é romkocsma.
Qual é o metro mais antigo da Europa continental?
A linha M1 de Budapeste, a amarela, inaugurada em 1896. Só o metro de Londres é anterior, e aquele funcionava a vapor: o M1 foi o primeiro elétrico do continente. É património da Unesco e continua em serviço normal.