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Um fim de semana em Budapeste

20 h de percurso4 paragensMelhor: De abril a junho e de setembro a outubroAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Buda e Peste repartem o fim de semana quase sem discussão: um dia para a colina, o castelo e o rio, e outro para o que faz de Budapeste uma cidade com fama de divertida, que está tudo em Peste, o bairro judaico, o mercado, o parque da cidade e os balneários.

Heroes’ Square, with the millennium column and the colonnade
© Suicasmo · CC BY-SA 4.0 · Wikimedia Commons

Com dois dias entra também o que com um cai: a praça dos Heróis, o parque com o castelo de mentira, e uma noite longa nos bares de ruínas do distrito VII.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Sábado: Buda, o rio e o parlamento

    A colina do castelo de manhã, a Ponte das Correntes ao meio-dia e a margem de Peste com o parlamento e os sapatos de ferro à tarde. Com dois dias dá para entrar no parlamento com visita guiada, que é preciso reservar, e subir à cúpula da basílica de Santo Estêvão.

  2. 02

    Sábado à noite: os bares de ruínas

    No distrito VII, o antigo bairro judaico, ficaram depois da guerra e depois do comunismo quarteirões inteiros de edifícios vazios e em ruínas que ninguém recuperava porque a propriedade era uma confusão. No início dos anos dois mil alguém começou a abrir bares lá dentro sem arranjar quase nada: móveis desirmanados em segunda mão, pátios cheios de tralha, arte pelas paredes. O primeiro, o Szimpla Kert, abriu em 2002 e continua a ser o mais conhecido.

    Daquilo saiu uma etiqueta (romkocsma, «bar de ruínas») e uma indústria: hoje há dezenas, alguns já muito turísticos.

    A zona é também onde está a Grande Sinagoga, a maior da Europa, por isso convém ter presente que bairro se está a pisar quando se sai a copos.

  3. 03

    Domingo: a praça dos Heróis e o parque

    On the M1, the yellow line from 1896

    A linha M1, a amarela, foi inaugurada em 1896 e é o primeiro metro elétrico do continente europeu: só o de Londres é anterior, e aquele era a vapor. É património da Unesco, vai pouco abaixo da rua, tem estações de madeira e azulejo e carruagens pequenas: parece um brinquedo e funciona como transporte normal.

    Leva até à praça dos Heróis, com a coluna do milénio e as estátuas dos chefes magiares, e ao parque da cidade, onde estão o balneário Széchenyi e o castelo de Vajdahunyad, um edifício de 1896 que copia de propósito pedaços de vinte e um edifícios históricos húngaros diferentes. Começou por ser de cartão e madeira para uma exposição. Agradou tanto que o refizeram em pedra.

  4. 04

    Domingo: o Grande Mercado

    O Nagyvásárcsarnok ergue ferro e tijolo desde 1897 no fim da rua Váci, com o telhado de telhas Zsolnay de cores. Em baixo vende-se comida a sério (colorau em réstia, enchidos, conservas, queijos) e em cima há bancas de recordações e balcões onde se comem lángos. Um aviso de calendário: o mercado não abre aos domingos, por isso se o teu domingo é o dia livre, isto é plano de sábado. Esse pormenor baralha muita gente que o deixa para o fim.

Perguntas frequentes

O que são os bares de ruínas de Budapeste?

Bares abertos dentro de edifícios abandonados do distrito VII, o antigo bairro judaico, com móveis em segunda mão e pátios cheios de tralha. O primeiro, o Szimpla Kert, abriu em 2002. Hoje há dezenas e alguns muito turísticos. O nome húngaro é romkocsma.

Qual é o metro mais antigo da Europa continental?

A linha M1 de Budapeste, a amarela, inaugurada em 1896. Só o metro de Londres é anterior, e aquele funcionava a vapor: o M1 foi o primeiro elétrico do continente. É património da Unesco e continua em serviço normal.

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