Um fim de semana em Berlim
20 h de percurso4 paragensMelhor: De maio a setembroAtualizado julho de 2026
No sábado faz-se o eixo central (a porta, o Reichstag, Unter den Linden, os museus) e o domingo dedica-se ao que de facto distingue esta cidade: o muro contado a sério e os bairros do leste, que é onde vive a gente que faz com que Berlim tenha a fama que tem.

E há um pormenor de calendário que convém saber antes de organizar seja o que for: na Alemanha as lojas fecham aos domingos, quase sem exceções. Os museus abrem, os restaurantes também. As compras, não.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
Sábado: o eixo central
Porta de Brandeburgo, cúpula do Reichstag, inscrevendo-se antes pela internet, memorial do Holocausto e Unter den Linden até à Ilha dos Museus. Com dois dias dá tempo para entrar a sério no Neues Museum a ver Nefertiti, em vez de passar ao lado.
- 02
Sábado à tarde: Bernauer Straße
A East Side Gallery leva as fotos e os metros, mas o muro percebe-se aqui. Na Bernauer Straße conserva-se um troço com as duas barreiras, a faixa de areia pelo meio, a torre de vigia e as luzes: não era uma parede, era um sistema com dezenas de metros de fundo.
Esta rua foi ainda o cenário das imagens mais conhecidas de 1961: as casas estavam no leste e o passeio no oeste, por isso as pessoas saltaram pelas janelas até as taparem.
Há um centro de documentação gratuito e uma capela da reconciliação levantada onde esteve uma igreja que o regime dinamitou em 1985 por estorvar a vigilância.
- 03
Domingo: a East Side Gallery e Friedrichshain
A East Side Gallery aguenta de pé 1,3 quilómetros à beira do Spree, pintados em 1990 por mais de cem artistas de vinte e tal países mal caiu o regime. O mural mais famoso é o beijo entre Brejnev e Honecker, copiado de uma fotografia real de 1979.
Atrás está Friedrichshain, um dos bairros que melhor conta a Berlim recente: blocos socialistas monumentais na Karl-Marx-Allee, bares nos rés-do-chão, e o contraste com Kreuzberg mesmo do outro lado do rio, unidos pela ponte Oberbaum, que foi posto fronteiriço.
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Domingo à tarde: o campo de Tempelhof
O aeroporto de Tempelhof fechou em 2008 e, em vez de construírem nele, abriram-no como parque, deixando as duas pistas tal e qual. Hoje as pessoas patinam, andam de bicicleta e fazem kitesurf de terra por onde aterravam os aviões, com o terminal nazi dos anos trinta (enorme, das maiores estruturas construídas daquela época) a fechar o fundo. Em 2014 um referendo popular proibiu construir seja o que for ali, contra a vontade do governo regional: os berlinenses votaram por deixar vazio um terreno do tamanho do Central Park no meio da cidade. Conta muito sobre como funciona Berlim.
Perguntas frequentes
Onde se vê melhor o Muro de Berlim?
Na Bernauer Straße, que é o único sítio onde se conserva a largura inteira da fronteira com as duas vedações, a faixa de areia e uma torre de vigia. A East Side Gallery é o troço mais comprido e mais fotogénico, mas é uma parede pintada apenas: não explica como funcionava.
As lojas abrem ao domingo em Berlim?
Não, salvo exceções contadas. Na Alemanha o comércio fecha aos domingos por lei. Abrem museus, restaurantes, cafés e as lojas das estações grandes e do aeroporto. Para o básico há os Spätis, as lojas de bairro que abrem até tarde e também em feriado.