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Um fim de semana na Cidade do México

20 h de percurso4 paragensMelhor: De março a maio e de outubro a novembroAtualizado julho de 2026

EM RESUMO

Sábado de manhã é Chapultepec, porque é ali que está o Museu Nacional de Antropologia, dos melhores museus do mundo no seu género, e que explica tudo o que se vai ver depois. Ir antes em vez de depois muda a viagem inteira.

Brightly painted trajineras moored in the canals of Xochimilco
© Nan Palmero from San Antonio, TX, USA · CC BY 2.0 · Wikimedia Commons

No domingo sai-se do centro: Coyoacán, com a casa de Frida Kahlo, e se sobrar corpo, os canais de Xochimilco, que são o último que resta do lago sobre o qual se levantou a cidade.

O percurso, paragem a paragem

4 PARAGENS
  1. 01

    Sábado: o Museu Nacional de Antropologia

    Abriu em 1964 e organiza-se por culturas: mexica, maia, olmeca, teotihuacana, zapoteca, mais um piso inteiro dedicado aos povos indígenas de hoje. A peça mais famosa é a Piedra del Sol, o disco mexica de mais de três metros e vinte e cinco toneladas a que quase toda a gente chama, mal, «calendário asteca». O pátio central tem uma fonte enorme em forma de guarda-chuva, apoiada numa única coluna esculpida, sob a qual cai uma cortina de água. Com um par de horas vê-se o essencial. Para o ver inteiro são precisas duas visitas e boas pernas.

  2. 02

    Sábado à tarde: o castelo de Chapultepec

    Poucos parques urbanos da América igualam Chapultepec, e no alto do seu monte está o castelo, que começou como casa de descanso vice-real e acabou residência imperial: Maximiliano de Habsburgo e Carlota viveram aqui entre 1864 e 1867, no brevíssimo Segundo Império Mexicano que terminou com Maximiliano fuzilado.

    Hoje é o Museu Nacional de História, com os aposentos imperiais conservados, carruagens, murais de Siqueiros e O’Gorman, e um terraço com vista sobre o Paseo de la Reforma. Sobe-se a pé por uma ladeira longa.

  3. 03

    Domingo: Coyoacán e a Casa Azul

    Coyoacán funcionou como vila à parte e ainda o parece: praças com árvores, casas baixas de cores, mercado com bancas de tostadas e um ambiente de domingo que não tem nada a ver com o resto da cidade.

    Aí está a Casa Azul, onde Frida Kahlo nasceu, viveu com Diego Rivera e morreu. Conserva-se como estava: o estúdio, a cama com o espelho no dossel que lhe puseram para que pudesse pintar-se a si mesma enquanto recuperava, os coletes ortopédicos pintados. Um aviso prático importante: os bilhetes esgotam e há que comprá-los pela internet com dias de antecedência. Aparecer ali sem eles quase sempre significa ficar de fora.

    A poucas ruas está a casa onde viveu e foi assassinado Leon Trotski em 1940, também museu, com os buracos de bala da primeira tentativa ainda na parede.

  4. 04

    Domingo à tarde: Xochimilco

    Xochimilco conserva o último troço navegável do sistema de lagos, património da Unesco, e percorre-se em trajinera, aquelas barcaças planas pintadas de cores que um remador empurra com uma vara. Andam mariachis de barco em barco e famílias inteiras a comer a bordo: aos domingos é uma festa flutuante.

    O importante não é a festa mas o que se vê da água: as chinampas, hortas artificiais que os astecas construíram cravando estacas e acumulando lodo do fundo, e que continuam a ser cultivadas.

    É agricultura de há seis séculos, a funcionar.

Perguntas frequentes

É preciso reservar para a Casa Azul de Frida Kahlo?

Sim, e com antecedência. Os bilhetes compram-se pela internet e esgotam com dias de avanço, sobretudo ao fim de semana. Aparecer à porta sem bilhete costuma significar não entrar. É o erro mais comum de quem visita Coyoacán sem planear.

O que são as chinampas de Xochimilco?

Hortas artificiais construídas sobre a água pelos astecas, cravando estacas e acumulando lodo do fundo do lago até formar parcelas férteis. Continuam a ser cultivadas hoje e são a razão de Xochimilco ser património da Unesco, para lá das trajineras de cores.

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