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Comer e beber na Cidade do México
3 h de percurso4 paragensMelhor: Os chiles en nogada, de julho a setembroAtualizado julho de 2026
O taco mais famoso do México trouxeram-no imigrantes libaneses. Chegaram a Puebla no início do século XX com o shawarma, carne empilhada num espeto vertical, e aqui trocou-se o borrego por porco marinado com malaguetas e urucum, pôs-se um ananás por cima e serviu-se em tortilha de milho. Isso é o pastor, e o trompo giratório das taquerías vem diretamente daí.

É um bom resumo de como funciona a cozinha mexicana: absorve o que chega e devolve-o convertido noutra coisa que já não se parece com nada.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
Os tacos, e como se pedem
O pastor corta-se diretamente do trompo e o taquero remata a lançar pelo ar um pedaço do ananás que coroa o espeto, que cai sobre a tortilha. Pede-se «con todo» se queres cebola e coentros. O suadero é carne de vaca cozinhada em lume brando, mais gorda e macia. O campechano mistura duas carnes. Os de canasta são outra coisa: fazem-se de manhã, empilham-se quentes num cesto forrado e vendem-se na rua ao meio-dia, já moles e encharcados, e são do mais popular e barato que há. A regra de ouro para escolher banca é a de sempre: fila de gente local e muita rotação.
- 02
O mole e os chiles en nogada
O mole poblano leva várias espécies de malagueta seca, especiarias, frutos secos, sementes, pão, chocolate e às vezes mais de trinta ingredientes no total, tostados e moídos em separado antes de se juntarem. O chocolate não o torna doce: dá amargor e corpo. Serve-se sobre frango ou peru e é prato de festa, não de todos os dias.
E os chiles en nogada são o exemplo perfeito de comida de época: pimento poblano recheado com picado de carne e fruta, banhado num creme de noz e coroado com romã e salsa. Branco, verde e vermelho, como a bandeira.
Só se fazem quando coincidem a noz fresca e a romã, mais ou menos de julho a setembro. Fora desses meses, se tos oferecerem, não são da época.
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O mezcal e o pulque
A regra que esclarece a confusão: o mezcal é qualquer destilado de agave, e o tequila é um mezcal concreto, feito só com agave azul e só em certas zonas. O mezcal faz-se com muitas variedades de agave e os corações cozem-se em fornos de terra com lenha, daí o fumado.
Bebe-se devagar, aos golos, nunca de uma vez e sem sal nem limão.
O pulque é anterior a tudo isso e não se destila: é o aguamiel do maguey fermentado, espesso, ligeiramente ácido e de graduação baixa, que se bebia em época pré-hispânica com usos rituais. Esteve quase a desaparecer frente à cerveja e voltou nas pulquerías do centro, às vezes «curado» com fruta.
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O pequeno-almoço e o mercado
O pequeno-almoço forte manda aqui: chilaquiles (totopos de milho banhados em molho verde ou vermelho, com natas, queijo e às vezes ovo ou frango por cima), huevos rancheros ou divorciados, com feijão. Toma-se a meio da manhã e aguenta até à tarde. Os mercados de bairro têm corredores de comida onde se come melhor e mais barato do que na maioria dos restaurantes: o de San Juan, o de Coyoacán com as suas tostadas, o de Medellín na Roma. E há que provar os tlacoyos, umas tortilhas ovais e grossas recheadas de feijão ou fava que se fazem em comales de rua e são pré-hispânicas.
Perguntas frequentes
Qual é a diferença entre mezcal e tequila?
O mezcal é qualquer destilado de agave, o tequila é um tipo concreto de mezcal, feito só com agave azul e em zonas delimitadas. O mezcal faz-se com muitas variedades e os corações cozem-se em fornos de terra com lenha, o que lhe dá o sabor fumado. Bebe-se aos golos, sem sal nem limão.
Quando se comem os chiles en nogada?
De julho a setembro, mais ou menos, que é quando coincidem a noz fresca e a romã. É um prato estritamente de época: se o encontrares fora desses meses, não está feito com os ingredientes no ponto. Leva as três cores da bandeira de propósito.