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Excursões desde Santo Domingo
5 paragensMelhor: De janeiro a março pelas baleias. O resto, todo o anoAtualizado julho de 2026
A capital está no centro da costa sul e isso torna-a a melhor base do país: daqui chega-se a quase tudo em menos de três horas, coisa que Punta Cana, que está na esquina, não pode dizer. Há praia a meia hora, montanha a duas e baleias a hora e meia, consoante o mês.

E esse último apontamento é o que manda no calendário. Entre janeiro e março, na baía de Samaná, juntam-se para criar as baleias-de-bossa de todo o Atlântico norte: as mesmas que no verão estão em frente à Islândia, à Gronelândia ou ao Canadá vêm parir a este pedaço concreto de mar. Se as tuas datas caem aí, esta excursão ganha a todas as outras sem discussão.
O percurso, paragem a paragem
5 PARAGENS- 01
As baleias de Samaná
Cada inverno, entre umas três e cinco mil baleias-de-bossa do Atlântico norte descem à baía de Samaná para acasalar e parir, porque é água temperada, pouco profunda e protegida. É uma das concentrações maiores e mais fiáveis do planeta, e as crias nascem aqui: vês-las de metros ao lado da mãe.
A época é curta e estrita: de meados de janeiro a finais de março, mais ou menos, e fora disso não há baleias e ponto. As saídas estão reguladas (número de barcos, distância mínima, tempo máximo com cada grupo) porque isto faz-se há décadas e fez-se mal ao início.
Escolhe um operador que respeite isso, o que te prometa aproximar-te mais do que devido está a prometer-te uma infração.
- 02
Boca Chica
A capital não tem praia, por isso a sua praia é esta: a meia hora a leste, a caminho do aeroporto, uma lagoa rasa protegida por um recife onde a água chega à cintura durante cem metros. É o mais parecido com uma piscina natural do tamanho de um bairro.
O dia para vir é o domingo, e não pelo mar: é quando desce Santo Domingo inteira com a geleira, a coluna e a família de três gerações, e a praia transforma-se numa festa ruidosa, popular e muito dominicana. Durante a semana está meio vazia e é uma praia como outra qualquer.
Se procuras o postal caribenho silencioso, não é isto. Se procuras ver o país a divertir-se, é exatamente isto.
- 03
Jarabacoa e a montanha
A duas horas a norte, a estrada sobe à cordilheira Central e as Caraíbas desaparecem: pinhais, rios de água fria, nevoeiro de manhã e quinze graus à noite. Jarabacoa está a quinhentos metros e é onde a gente da capital tem casa para escapar do calor. Faz-se rafting, veem-se cascatas e come-se borrego.
O dado que ninguém associa a esta ilha: aqui está o pico Duarte, três mil e noventa e oito metros, a montanha mais alta de todas as Caraíbas. E não é uma excursão de um dia: são dois ou três dias de caminhada com mula e guia.
Mas saber que existe muda a ideia que tinhas do país. Esta ilha tem alta montanha, e a essa altitude já chegou a gear.
- 04
Bayahibe e Saona
Bayahibe passou de aldeia de pescadores a embarcadouro, e daqui saem todos os barcos para a Ilha Saona, dentro do parque nacional Cotubanamá. É a mesma excursão que se vende em Punta Cana a preço de excursão, com a diferença de que da capital estás a duas horas e não a hora e pico mais o resto do circuito.
Saona são vinte e cinco quilómetros de ilha sem estradas, com duas aldeias de pescadores e uma praia que justifica a viagem. Por ser parque nacional não se pode construir.
No caminho está a piscina natural, um banco de areia no meio do mar com estrelas-do-mar no fundo: olha, e não as tires da água para a foto, porque respiram através da água e isso mata-as.
- 05
San Cristóbal
A três quartos de hora a oeste está a aldeia onde nasceu Rafael Trujillo, e onde mandou construir duas coisas que hoje se podem visitar e que explicam a ditadura melhor que um livro. O Castillo del Cerro, um palácio de seis andares que custou ao Estado uma fortuna em 1947, e que Trujillo visitou, não gostou e não voltou a pisar. Nunca lá dormiu. Hoje é um museu quase vazio e é um sítio bastante sinistro.
E a Igreja de San Cristóbal, que mandou erguer para ser o seu túmulo e onde chegou a estar enterrado, até que a família levou os restos para França. O túmulo está lá e está vazio.
É uma excursão que não aparece em nenhuma lista e que, se te interessa entender este país, vale mais que três praias.
Perguntas frequentes
Quando se podem ver baleias na República Dominicana?
De meados de janeiro a finais de março na baía de Samaná, a cerca de duas horas de Santo Domingo, quando entre três e cinco mil baleias-de-bossa do Atlântico norte vêm acasalar e parir. Fora dessa janela não há baleias. As saídas estão reguladas em número de barcos e distância.
Onde está a praia mais próxima de Santo Domingo?
Boca Chica, a meia hora a leste a caminho do aeroporto: uma lagoa rasa protegida por um recife onde a água chega à cintura durante cem metros. O dia para ir é o domingo, quando desce a capital inteira com a geleira e a coluna.
Há montanhas na República Dominicana?
Sim, e altas: o pico Duarte, na cordilheira Central, mede 3.098 m e é a montanha mais alta de todas as Caraíbas. A duas horas da capital está Jarabacoa, a quinhentos metros, com pinhais, rios frios e quinze graus à noite. À altitude do Duarte já chegou a gear.