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Onde ficar em Santo Domingo
4 paragensAtualizado julho de 2026
Santo Domingo tem três milhões de habitantes contando a área metropolitana e tu, quase de certeza, vais ver dez quarteirões. Isso simplifica muito a decisão: ou dormes dentro da Zona Colonial, que é o que quase toda a gente faz e com razão, ou dormes na cidade a sério e entras diariamente.

A cidade tem metro, que é uma raridade nas Caraíbas, só San Juan e esta o têm, e que funciona bem, é limpo e custa quase nada. O detalhe que desconcerta: não chega à Zona Colonial. Por isso se dormes longe, a tua vida diária vai ser de táxi e através de um trânsito que é dos a sério. Isso pesa mais do que qualquer consideração de encanto.
O percurso, paragem a paragem
4 PARAGENS- 01
A Zona Colonial
A resposta óbvia acerta: aqui tens tudo o que vieste ver, anda-se tudo e há hotéis pequenos montados dentro de casas coloniais a sério, com pátio, com o poço original e muros de um metro. Pelo que custa um quarto normal nas Caraíbas dormes num edifício do século XVI.
E o melhor é o que não esperas: continua a ser um bairro com gente. Há colmados, há senhoras a pôr a cadeira no passeio, há crianças. Não o esvaziaram para o mostrar. A contrapartida é lógica: a rua El Conde tem barulho até tarde, e nas zonas mais turísticas os preços do jantar já não são dominicanos.
Pede quarto para um pátio interior e resolvido.
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Gazcue
Colado à Zona Colonial a oeste, entre o centro histórico e o Malecón, Gazcue é um bairro residencial dos anos trinta e quarenta: moradias baixas, árvores grandes, ruas tranquilas e nem um turista. Vai-se a pé ao centro histórico em quinze minutos e ao Malecón em cinco. É onde te alojas se queres ver como vive a classe média de Santo Domingo sem renunciar à distância. Há hotéis médios e apartamentos, janta-se a preço de cidade e não de postal, e à noite ouvem-se grilos em vez de El Conde. Está também a Plaza de la Cultura, com os museus nacionais, que quase ninguém visita e que é onde está o Museo del Hombre Dominicano, com o pouco que resta dos taínos.
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O Malecón
Ao longo dos catorze quilómetros de marginal estão os grandes hotéis de cadeia, os casinos e as torres com vistas para as Caraíbas. É onde se aloja o viajante de negócios e quem vem a um congresso, e funciona: há quartos grandes, piscina e o mar à frente.
Dois avisos honestos. Um: aqui não há praia. O Malecón é uma avenida com o mar a quebrar contra o recife da margem, e para tomar banho tens de ir a Boca Chica, a meia hora. Dois: entre o hotel e a água há seis faixas de trânsito.
Como base para ver a cidade, a Zona Colonial é melhor. Como sítio para estar confortável com vistas, este.
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Piantini e Naco
A norte, a cidade que não aparece nas fotos: torres de apartamentos, escritórios, centros comerciais e os melhores restaurantes da capital, que estão aqui e não no centro histórico. É a Santo Domingo que tem onze milhões de habitantes atrás e não quinhentos anos.
Não há uma única razão turística para dormir aqui e há uma prática: se vens por trabalho, é onde está o trabalho. E se voltas pela segunda ou terceira vez e já fizeste a Zona Colonial, comer aqui uma noite mostra outra face do país, a que não aparece em nenhuma reportagem. Está a vinte minutos do centro histórico se o trânsito se portar, que é muito supor.
Perguntas frequentes
Onde ficar em Santo Domingo?
Na Zona Colonial, quase sempre: está tudo o que vais ver, anda-se tudo e há hotéis pequenos dentro de casas do século XVI. Gazcue é o bairro tranquilo ao lado, o Malecón tem os hotéis grandes com vistas mas seis faixas entre ti e o mar, Piantini é a cidade moderna.
Há metro em Santo Domingo?
Sim, e é uma raridade nas Caraíbas: só San Juan e esta cidade o têm. Funciona bem, é limpo e custa quase nada. O detalhe que desconcerta é que não chega à Zona Colonial, por isso para o turista serve de pouco e a vida diária acaba por ser de táxi.
Há praia em Santo Domingo?
Não. O Malecón são catorze quilómetros de avenida com o mar a quebrar contra o recife da margem, sem areia. A praia mais próxima é Boca Chica, a meia hora a leste, que tem uma lagoa protegida por um recife e é onde vai a capital ao domingo.